Eu sou Thiago Valério, professor de biologia e biólogo e uma das lideranças políticas de Barra Mansa. Sou filho desta cidade, casado com a Janaína e pai do Théo e do Gael, e construí minha trajetória do chão de fábrica à sala de aula e, de lá, para a vida pública.

Conhecer a história de quem se propõe a representar uma cidade diz muito sobre o tipo de representação que ela vai ter. A minha começa onde começa a de boa parte de Barra Mansa: no trabalho.

De onde eu venho?

Nasci em Barra Mansa, filho de um pai metalúrgico e de uma mãe dona de casa. Cresci numa família trabalhadora, em que o sustento vinha do esforço de todo dia e o estudo era visto como caminho.

Comecei a vida de trabalho cedo, como menor aprendiz pelo SENAI, e passei 11 anos na indústria antes de entrar na educação. Foi ali, no cotidiano do trabalho, que aprendi de perto a realidade de quem acorda cedo, enfrenta o turno e sustenta a casa. É a mesma realidade de milhares de famílias da nossa região.

Essa origem não é um detalhe. É a base de tudo o que veio depois.

Como eu virei professor?

A virada veio pelo estudo. Eu me formei e me tornei professor de biologia e biólogo, levando para a sala de aula a convicção de que a educação transforma vidas, porque transformou a minha.

Como professor, passei a enxergar a cidade por outro ângulo: o das salas de aula cheias, do potencial desperdiçado de tanta gente jovem. Foi esse olhar que me aproximou da vida pública.

Quem dá aula entende, na prática, o que falta na cidade. E entende também que quase tudo o que falta passa, de alguma forma, por uma decisão política.

O que eu já fiz por Barra Mansa?

Construí minha trajetória pública de baixo para cima, a partir da comunidade:

É a trajetória de quem não desistiu da cidade e foi se preparando, etapa por etapa, para representá-la melhor.

Como a perda dos meus pais marcou minha história?

Eu perdi meu pai e minha mãe para a Covid-19, durante a pandemia. É uma marca pessoal profunda, e também o retrato de uma tragédia que atingiu milhares de famílias brasileiras.

Essa perda me deu uma compreensão direta do que está em jogo quando se fala em saúde pública de qualidade e em políticas de enfrentamento a uma emergência sanitária. Para mim não é tema abstrato: é vivência. E é por isso que a defesa de um SUS forte e bem estruturado ocupa lugar central no meu posicionamento.

Por que a minha história importa para Barra Mansa?

Porque ela se parece com a de muita gente da cidade. Trabalho, estudo, comunidade, perdas e recomeços.

Eu represento quem trabalha, estuda e constrói, porque conheço Barra Mansa por dentro, vivi a cidade de dentro. E é dessa raiz que nasce a minha vontade de levar a voz da nossa cidade para onde as decisões realmente acontecem.